Novo poema do Yu.

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XIII

Através das grades a máquina rangendo ilumina um rosto triste,
alguém que esqueceu quem era.
Lívidas lembranças de tortura que abalam, sufocam.
O sangue, derramado e nunca mais passado.
Não há segunda manhã.
O lodo, o lixo, cada célula inundada, cada ideia, cada sonho.
Sob uma estrela falsa, com o coração em chamas.
Preta é a sombra e depois o brilho.
O suplico por perdão, surdo, o suplico por ajuda, mudo, sensato... cego.
Um mundo de sentidos mortos.

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